segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O jardim dos hiperlinks que se bifurcam

Liddel Hart reproduz uma carta de Yu Tsun, espião chinês a serviço dos alemães durante a primeira guerra mundial. Ele queria que um chinês ajudasse os ocidentais.


O capitão inglês Richard Madden estava no seu encalço. Já havia matado seu colega e ele seria o próximo. O chinês apertou o passo e subiu no trem anterior, teve 40 minutos de vantagem. Chegou à estação de Ashgrove, pediu algumas direções e chegou à casa do sinólogo Stephen Albert, a quem considerava genial como Goethe. Lá, falaram de seu bisavô. Ele largara o governo para escrever um livro e construir um labirinto. Ninguém achou nenhum, porque livro e labirinto eram a mesma obra.


O leitor decidia pelo protagonista. A obra deveria ser percorrida como quem escolhe se ir para a esquerda ou para a direita em uma bifurcação. E nunca acaba, não tem um final. Então Tsun cumpre sua missão e mata o seu Goethe. O trem seguinte foi pontual, e Richard Madden chega para capturá-lo. Porém, era tarde demais e Tsun havia cumprido sua missão de transmitir a mensagem, matando uma pessoa homônima da cidade que deveria ser atacada pelos alemães.

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